Sempre quando falamos em dança surgem alguns comentários interessantes, principalmente por parte dos homens mais "duros". É comum vermos pessoas afirmando que nunca conseguirão aprender a dançar. Neste texto, explicarei que a maioria dos comentários sobre supostas incapacidades no aprendizado da dança são na verdade bloqueios mentais daqueles que as falam.
Antes de qualquer coisa, é preciso entender que todos nós nascemos com todas as habilidades físicas necessárias para aprender a dançar. Se possuímos uma dessas habilidades físicas em menor quantidade, isso também não nos impede de dançar, pois elas podem ser treinadas e melhoradas com o passar do tempo. Tais habilidades são a Coordenação, que consiste no controle individual de cada parte do nosso próprio corpo; a Ritmica, que consiste em coordenar os movimentos individuais do corpo com o um determinado ritmo musical; e a Resistência, que consiste em conseguir executar um determinado exercício por um certo tempo. Resumindo: todos podem aprender a dançar, mas alguns possuem mais habilidades físicas do que outros, o que torna a velocidade de aprendizado de cada um diferente. Uns aprendem mais rápido e outros aprendem mais lentamente.
Essa variação na velocidade de aprendizado é observada inclusive dentro de todos os casais que decidem aprender a dançar. Pois a velocidade de aprendizado dentro de um mesmo casal é diferente. A mulher ou o homem do par acaba aprendendo mais rápido as lições em dança que seu(sua) parceiro(a). Muitas vezes nestas horas a dança de salão se torna uma espécie de "terapia de casal", o que encoraja muitos terapeutas nesta área a aconselhar a dança como atividade física. Um casal pode considerar as barreiras físicas de aprendizado enfrentadas por um deles como sendo uma barreira a ser superada por ambos, fortalecendo esta ligação de casal que há em ambos.
Essa variação na velocidade de aprendizado é observada inclusive dentro de todos os casais que decidem aprender a dançar. Pois a velocidade de aprendizado dentro de um mesmo casal é diferente. A mulher ou o homem do par acaba aprendendo mais rápido as lições em dança que seu(sua) parceiro(a). Muitas vezes nestas horas a dança de salão se torna uma espécie de "terapia de casal", o que encoraja muitos terapeutas nesta área a aconselhar a dança como atividade física. Um casal pode considerar as barreiras físicas de aprendizado enfrentadas por um deles como sendo uma barreira a ser superada por ambos, fortalecendo esta ligação de casal que há em ambos.
Vendo então que as limitações físicas não são empencilhos para o aprendizado da dança, o que afasta tantas pessoas da sua prática? Com certeza os motivos desses afastamentos não são físicos, como muitos pensam, mas sim psicológicos. Exemplos desses motivos psicológicos estão o medo de se expor, vergonha do próprio corpo, medo do que os outros vão pensar, medo de errar em público, etc. Neste caso novamente a dança passa a ser uma espécie de terapia benéfica ao nosso amadurecimento. Como é a nossa personalidade se constantemente fugimos de situações onde seremos expostos? Como aprender sem errar?
Não é a toa que muitas pessoas fogem da prática da dança como um gato que foge da água. Isso porque dançar significa não só superar as próprias dificuldades físicas, mas também transpor nossas próprias limitações psicológicas e nossos próprios medos. A dança é uma das atividades mais prazeirosas e terapêuticas existentes, e foi talvez a atividade de lazer mais antiga inventada pelo homem, quando ainda vivíamos em cavernas. Se você ainda está vacilante em experimentá-la, analise bem os empencilhos e desculpas que você mesmo está se impondo. Caso decidir por finalmente aprender a dançar, estarmos te esperando.
Abraço!
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